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- Um cão pequeno, inteligente e muito companheiro
- O que você vai encontrar sobre a raça
- Expectativa de vida
- Média de Altura
- Média de Peso
- Nível de fofura
- Condição física
- Características
- A História do Yorkshire Terrier
- Personalidade
- Destaques e curiosidades
- Saúde e Bem-estar
- Higiene e Limpeza para Yorkshire Terrier
- Dicas de adestramento
- Perguntas frequentes
- Como lidar com a tendência do Yorkshire Terrier a comer em excesso?
- Quais são os sinais de estresse em um Yorkshire Terrier?
- Como evitar que um Yorkshire Terrier desenvolva comportamentos destrutivos?
- O Yorkshire Terrier precisa de cuidados especiais em climas quentes ou frios?
- O Yorkshire Terrier pode participar de competições ou esportes caninos?
- Qual é o valor de um Yorkshire Terrier?
- Quais as vantagens de ter um Yorkshire Terrier?
- Qual a diferença de Yorkshire Terrier para outras raças pequenas?
- Quais são os tipos de Yorkshire Terrier?
- Qual é o Yorkshire Terrier mais raro?
- É bom ter um Yorkshire Terrier em casa?
- Conclusão
Muitas pessoas compram um Yorkshire Terrier atraídas pela fita na cabeça, pelos pelos longos que tocam o chão e pela facilidade de transportá-lo no colo ou dentro de bolsas de transporte.
Essa imagem de bibelô de apartamento faz com que muitos esqueçam que, por trás da fita de cetim, bate o coração de um autêntico Terrier.
Ele é um cão destemido, ativo e com um instinto de caçador de roedores herdado do seu passado rústico. Além disso, a pelagem que lembra o cabelo humano exige uma rotina trabalhosa e contínua de escovação para não acumular nós dolorosos.
Nesta primeira parte do nosso artigo, vamos detalhar as diretrizes físicas oficiais da raça e analisar o comportamento prático desse pequeno herdeiro das minas de carvão britânicas.
Um cão pequeno, inteligente e muito companheiro
O Yorkshire Terrier, conhecido carinhosamente como Yorkie, é um cão de companhia de extrema lealdade. Ele busca estar perto de seus proprietários em cada atividade diária, comportando-se como uma sombra atenta dentro de casa.
Sua inteligência é voltada para a ação e para a vigilância. Por pertencer ao grupo dos Terriers, ele possui um instinto de alerta muito ativo, o que significa que qualquer barulho diferente no corredor do prédio ou no portão de casa será anunciado por meio de latidos agudos. Se o dono não estabelecer limites claros desde os primeiros meses, esse comportamento de sentinela pode se transformar em um hábito inconveniente de latidos compulsivos.
O que você vai encontrar sobre a raça
Para ajudar você a avaliar se este pequeno cão se adapta à sua rotina, dividimos o conteúdo estruturado em três partes principais:
- Parte 1: Padrão físico oficial das confederações, dados físicos estruturados de peso e altura, e o mapeamento detalhado de suas características práticas de convivência.
- Parte 2: A trajetória histórica de seu desenvolvimento no Condado de Yorkshire, a herança das minas de carvão e a análise detalhada de sua personalidade ativa.
- Parte 3: Cuidados de saúde preventiva, higiene da pelagem longa, alimentação correta, dicas eficientes de adestramento de limite e as respostas para as perguntas mais frequentes.
CBKC
A Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC), filiada à Fédération Cynologique Internationale (FCI), registra o Yorkshire Terrier sob o padrão oficial de número 86. A raça está inserida no Grupo 03, destinado aos Terriers, especificamente na Seção 4, que reúne os Terriers de companhia (sem prova de trabalho para o campeonato).
Existem outras confederações internacionais importantes que regulam o padrão da raça:
- The Kennel Club (Reino Unido): Associação nacional de origem da raça que classifica o Yorkie no grupo Toy, definindo as diretrizes de peso para os julgamentos estéticos.
- American Kennel Club (AKC): Confederação norte-americana que insere a raça no Toy Group, focando na preservação da textura sedosa e das cores azul-aço e dourado.
O objetivo dessas confederações é preservar um cão compacto, reto, de contorno definido e que mantenha o porte elegante e autoimportante característico da raça.
Expectativa de vida
Expectativa de vida: De 13 a 16 anos. Por ser um cão miniatura rústico e saudável, ele apresenta excelente longevidade quando mantido magro e protegido de acidentes domésticos.
Média de Altura
A altura do Yorkshire Terrier não é regulada de forma rígida pela CBKC/FCI, mas a média geral observada na cernelha (região dos ombros) apresenta os seguintes parâmetros:
- Média de altura geral: De 18 cm a 23 cm.
Média de Peso
O peso é o fator de julgamento oficial mais importante nas exposições de beleza da raça:
- Peso oficial padrão: Até 3,2 kg.
- Realidade de estimação: De 2 kg a 6 kg. Na prática dos lares, muitos cães nascem maiores devido à herança genética rústica, o que é benéfico, pois cães de quatro a seis quilos são muito menos propensos a fraturas ósseas acidentais.
Abaixo, apresentamos uma tabela comparativa com os dados físicos de referência da raça:
| Parâmetro Físico | Padrão de Referência Oficial | Realidade de Estimação |
|---|---|---|
| Altura na cernelha | 18 cm a 23 cm | 18 cm a 25 cm |
| Peso ideal adulto | Até 3,2 kg | 2 kg a 6 kg |
Nível de fofura
Nível de fofura: Muito alto. Os olhos escuros e brilhantes, as orelhas pequenas portadas eretas em formato de “V” e a pelagem longa dividida perfeitamente ao meio dão ao cão um visual clássico e cativante.
Condição física
Condição física: Extremamente compacto, reto e proporcional. Sob a pelagem longa e fina, o Yorkshire possui a estrutura óssea leve, porém firme, de um cão de caça ativo.
Características
É adaptável?
Adaptabilidade: Altíssima. Ele se ajusta com extrema facilidade à rotina e ao espaço físico dos donos, sendo ideal para a vida urbana contemporânea.
Requer atenção?
Atenção: Alta demanda. Necessita de companhia frequente e interações calmas com os donos, não tolerando passar o dia isolado.
Apartamento?
Vida em apartamento: Excelente. Devido ao seu tamanho minúsculo, adapta-se perfeitamente a pequenos apartamentos. O único desafio é controlar o latido de alerta no corredor.
Late muito?
Frequência de latidos: Alta. Possui forte instinto territorial e de alerta, latindo para sinalizar qualquer aproximação de barulhos externos ou campainhas.
Gosta de gatos?
Relação com felinos: Boa. Seu tamanho reduzido facilita a aproximação pacífica, mas o instinto de Terrier pode fazê-lo perseguir gatos em movimento se não for acostumado com eles desde filhote.
Gosta de crianças?
Relação com crianças: Regular. Convive muito bem com crianças mais velhas que saibam manuseá-lo com cuidado. Não é indicado para crianças muito pequenas, devido ao alto risco de o cão sofrer lesões graves em quedas acidentais do colo.
Gosta de cães?
Relação com outros cães: Regular. Apresenta comportamento corajoso e territorial, esquecendo-se de seu tamanho pequeno e tentando dominar cães muito maiores durante passeios.
Precisa exercitar?
Necessidade de exercício: Baixa a moderada. Passeios curtos de quinze a vinte minutos e brincadeiras com bolinhas dentro de casa são suficientes para mantê-lo ativo.
É espaçoso?
Espaço físico: Não. Ocupa pouquíssimo espaço na casa e costuma se deitar nos mesmos cômodos onde os donos realizam suas atividades.
Fácil tosar?
Facilidade de tosa: Difícil. Se o dono optar por manter a pelagem longa padrão, a tosa exige manutenção profissional e técnicas complexas. Tosar baixo de forma higiênica facilita o manejo diário.
Problemas saúde?
Saúde da raça: Apresenta propensão a problemas como tártaro nos dentes, luxação de patela, colapso de traqueia (estreitamento da cartilagem da garganta que gera tosses) e hipoglicemia na fase de filhote.
É inteligente?
Inteligência: Altíssima. É considerado o número um em inteligência no grupo dos Terriers, aprendendo novas rotinas e comandos domésticos com enorme rapidez.
Gosta de brincar?
Brincadeiras: Muito brincalhão. Adora perseguir pequenas bolinhas, morder brinquedos macios e brincar de buscar objetos pela casa.
Cai muito pelo?
Queda de pelo: Praticamente nula. É considerado um cão hipoalergênico porque sua pelagem possui estrutura fina semelhante ao cabelo humano, não passando pela troca tradicional de subpelo.
É sociável?
Sociabilidade: Moderada. É um cão reservado e desconfiado no primeiro contato com estranhos, exigindo alguns minutos para aceitar a aproximação.
É amigável?
Temperamento amigável: Extremamente amável e apegado aos membros de sua própria família.
É territorialista?
Territorialismo: Médio a alto. Apesar do porte diminuto, protege e vigia a casa com determinação, latindo para invasores.
Fácil de treinar?
Treinabilidade: Média a alta. Aprende rapidamente os comandos básicos com o uso de reforço positivo de petiscos, mas pode apresentar teimosia se o treino for repetitivo.
É cão de guarda?
Instinto de guarda: Baixo. Atua apenas como cão de alerta por meio do latido agudo, não possuindo tamanho para proteção de combate.
É friorento?
Resistência ao frio: Sim. Por possuir pelagem fina e ausência de subpelo denso, ele perde calor corporal rapidamente, necessitando de roupinhas em dias frios de inverno.
É calorento?
Resistência ao calor: Média. Sofre moderadamente no verão se estiver com a pelagem longa cheia, exigindo água fresca e repouso em locais arejados.
No próximo segmento deste material, avançaremos na análise da história por trás do surgimento desta raça nas indústrias têxteis inglesas e em como suas linhagens de trabalho físico se transformaram no elegante cão de companhia contemporâneo.
A História do Yorkshire Terrier
A evolução do Yorkshire Terrier exemplifica como um cão de trabalho rústico e de alta performance foi modificado por meio de seleção seletiva para se tornar um dos cães de companhia mais refinados do mundo. A sua imagem atual ligada ao luxo esconde um passado de trabalho duro nas indústrias inglesas.
A raça surgiu no norte da Inglaterra, especificamente nas regiões de Yorkshire e Lancashire, em meados do século XIX. Trabalhadores tecelões escoceses migraram para essas regiões em busca de emprego nas indústrias têxteis e nas minas de carvão, trazendo consigo várias raças antigas de pequenos terriers, como o Clydesdale Terrier, o Paisley Terrier e o Waterside Terrier.
Eles realizaram cruzamentos planejados para obter um cão muito pequeno e ágil, capaz de entrar em frestas estreitas sob os teares e em galerias de minas para caçar e matar roedores de forma rápida.
Inicialmente, esses cães eram registrados sob a nomenclatura genérica de “Broken-haired Scotch Terrier” (Terrier Escocês de Pelo Quebrado) ou simplesmente “Toy Terrier”.
Em 1870, após a raça se consolidar com características físicas únicas no norte da Inglaterra, o jornalista e escritor Angus Sutherland sugeriu em reportagens de cinofilia que o nome oficial deveria ser alterado para Yorkshire Terrier, justificando que a raça havia alcançado o seu refinamento e aprimoramento completo dentro do condado de Yorkshire.
O Yorkshire Terrier migrou para os Estados Unidos na década de 1870. Sua pelagem sedosa e porte diminuto chamaram a atenção da alta sociedade norte-americana da Era Vitoriana. Ele rapidamente deixou as fábricas inglesas para se tornar o cão de colo favorito das famílias ricas de Nova York, espalhando-se a partir daí para o restante do continente americano.
O British Kennel Club reconheceu formalmente a raça em 1886. O primeiro clube oficial da raça (The Yorkshire Terrier Club) foi fundado na Inglaterra em 1898, estabelecendo os parâmetros estéticos para julgamentos em pistas. Nos Estados Unidos, o American Kennel Club (AKC) registrou o seu primeiro exemplar oficial de Yorkshire em 1885.
Os descendentes do Yorkshire Terrier
A seleção genética do Yorkshire Terrier gerou descendentes importantes e variações de pelagem que ganharam reconhecimento independente:
- Biewer Terrier: É o descendente direto mais famoso da raça. Surgiu na Alemanha em 1984 a partir de uma mutação genética recessiva de padrão tricolor (piebald) nascida em uma ninhada de Yorkshire Terriers puros criados por Werner e Gertrud Biewer. Hoje, o Biewer Terrier é reconhecido como uma raça independente por grandes clubes cinófilos internacionais.
- Cães Híbridos: A genética do Yorkie é comumente utilizada no desenvolvimento de cães de companhia híbridos populares contemporâneos, como o Yorkipoo (cruzamento de Yorkshire com Poodle Toy) e o Morkie (cruzamento com Maltês).
Características físicas
O padrão físico do Yorkshire Terrier exige uma estrutura compacta, reta e proporcional, com características de pelagem muito específicas:
- Textura da pelagem: Totalmente lisa, fina, sedosa e brilhante, nunca devendo apresentar textura lanosa, ondulada ou crespa.
- Corpo: O pelo cai perfeitamente reto e dividido por uma risca que se estende do nariz até a ponta da cauda.
- Coloração oficial: Azul-aço escuro (que se estende da nuca até a base da cauda, sem apresentar pelos bronzeados, pretos ou fulvos misturados) e amarelo-tostado (fulvo) rico nas pernas, peito e cabeça.
- Transição de cor: Os filhotes de Yorkshire nascem completamente pretos e castanhos. A transição para a coloração azul-aço e dourado definitiva ocorre de forma lenta ao longo dos primeiros dezoito a vinte e quatro meses de vida do cão.
Personalidade
Convivência
A convivência diária com um Yorkshire Terrier é ativa e cheia de interação física. Eles são cães de companhia dedicados que gostam de acompanhar os passos do dono por cada cômodo da residência.
No entanto, o dono deve ter em mente que eles não são cães preguiçosos ou passivos; eles mantêm o comportamento curioso de um Terrier, gostando de inspecionar cantos, frestas e pular em sofás e cadeiras.
A falta de limites claros de obediência pode gerar a Síndrome do Cão Pequeno, onde o Yorkshire passa a morder calcanhares, rosnar para familiares quando está no colo do dono ou latir de forma histérica para qualquer barulho na casa.
Socialização
A socialização do Yorkshire deve ser iniciada cedo e com foco na contenção de sua coragem física excessiva. Por não terem noção de seu tamanho minúsculo, os Yorkies tendem a confrontar cães de grande porte na rua com latidos e posturas corporais de dominância, o que pode gerar acidentes graves.
Acostumar o filhote a interagir de forma calma e pacífica com outros cães em parques e caminhadas é essencial. O cão também deve ser habituado ao toque frequente em suas patas, orelhas, dentes e genitais para que aceite as rotinas de tosa e banho ao longo da vida sem apresentar comportamento agressivo de defesa.
Destaques e curiosidades
No ranking de Stanley Coren, o Yorkshire Terrier ocupa a vigésima sétima posição mundial. Esta classificação é excelente para uma raça do grupo Toy, indicando que o cão compreende comandos novos em poucas repetições e possui alta inteligência adaptativa para entender as rotinas domésticas e encontrar soluções para obter petiscos e atenção dos moradores.
A raça fez a transição definitiva de caçadora de ratos em minas de carvão para os salões da corte da Rainha Vitória no final do século XIX. Outro destaque histórico foi Smoky, uma pequena fêmea de Yorkshire Terrier encontrada por soldados americanos na selva da Nova Guiné durante a Segunda Guerra Mundial, que atuou como cão de guerra ajudando a passar cabos telegráficos por tubulações estreitas sob pistas de pouso, salvando a vida de dezenas de soldados.
O Yorkshire Terrier figura de forma constante nas listas de raças mais registradas no Brasil devido ao seu tamanho prático de manutenção, ausência de queda de pelo na residência e temperamento alegre. É uma das principais escolhas de famílias urbanas contemporâneas que vivem em apartamentos pequenos de grandes metrópoles.
Saúde e Bem-estar
Garantir o bem-estar de um Yorkshire Terrier exige uma rotina atenta por parte do proprietário. O tamanho reduzido e a fragilidade física da raça demandam cuidados preventivos diários para evitar lesões mecânicas e problemas sistêmicos comuns à fisionomia miniatura.
Cuidados com os pelos
A manutenção da pelagem longa e sedosa do Yorkshire exige empenho contínuo.
Equipamentos essenciais: Uma escova de pinos sem bolinhas nas pontas (as bolinhas quebram os fios sedosos) e um pente de metal longo para certificar-se de que não restaram nós na base da derme.
Frequência de cuidados: A escovação deve ser diária. Caso o proprietário não queira ou não tenha tempo para essa manutenção, a tosa higiênica curta (como a tosa bebê) deve ser realizada a cada quarenta e cinco dias em pet shop profissional.
Higiene
Os banhos devem ser agendados a cada sete ou quinze dias. Como a estrutura do pelo do Yorkie assemelha-se ao cabelo humano, a aplicação de produtos específicos para hidratação de cães é obrigatória para evitar o ressecamento e a quebra dos fios. Garanta que a região genital e anal esteja sempre limpa e livre de pelos embolados que possam reter fezes ou urina.
A escovação dentária deve ser realizada de três a quatro vezes por semana. Os Yorkies possuem uma tendência acentuada ao acúmulo de placa bacteriana e tártaro de forma precoce. Outro problema comum na raça é a persistência de dentes de leite (dentição dupla), que exige remoção cirúrgica pelo veterinário para evitar o desalinhamento dos dentes permanentes.
As unhas devem ser cortadas ou lixadas a cada quinze dias. Por passarem muito tempo em superfícies lisas dentro de casa, as unhas dos Yorkies não sofrem desgaste natural, podendo curvar-se para dentro e perfurar os coxins das patas se não forem monitoradas.
Cuidados com a saúde do Yorkshire Terrier
O Yorkshire é um cão longevo, mas apresenta predisposição a algumas condições específicas de saúde:
- Luxação de patela: Desencaixe da cartilagem do joelho, comum nos membros traseiros de cães pequenos, gerando claudicação momentânea.
- Colapso de traqueia: Enfraquecimento dos anéis de cartilagem da traqueia, provocando tosse crônica com som de “ganso” quando o cão faz esforço ou usa coleira de pescoço.
- Hipoglicemia: Queda brusca de açúcar no sangue, muito comum em filhotes minúsculos quando passam longas horas sem comer.
- Shunt portossistêmico hepático: Anormalidade vascular congênita que impede o fígado de filtrar as toxinas do sangue de forma correta.
Higiene e Limpeza para Yorkshire Terrier
A higiene doméstica é facilitada pelo porte minúsculo da raça e pela total ausência da troca de subpelo no ambiente.
Alimentação
O controle de peso é fundamental para poupar as articulações e evitar a sobrecarga na coluna do Yorkshire Terrier.
Manejo alimentar: Ofereça ração super premium específica para cães de porte miniatura ou pequeno. Pese a porção diária de ração e divida a quantidade total em três ou quatro pequenas porções diárias quando filhote para evitar crises de hipoglicemia, passando para duas porções na fase adulta. Evite oferecer restos de comida ou gordura animal, pois a raça possui estômago sensível com tendência a pancreatite.
Acompanhamento
As consultas de rotina veterinária devem ser anuais. A partir dos sete anos de idade, o monitoramento deve incluir exames periódicos de função renal e hepática, além de avaliações cardíacas regulares.
Filhotes
O filhote de Yorkshire exige manuseio com extrema cautela. Devido ao crânio delicado e ossos finos, quedas acidentais do colo de adultos ou de cima de sofás podem resultar em fraturas graves ou traumatismo craniano.
Não permita que crianças pequenas brinquem com o filhote sem a supervisão direta de um adulto. Mantenha rotinas de alimentação curtas para evitar longos períodos de jejum.
Dicas de adestramento
Treinar um Yorkshire Terrier exige consistência para contornar a sua teimosia típica e manter a atenção do cão focada no dono.
- Adestramento higiênico precoce: Ensine o local correto de fazer as necessidades desde o primeiro dia do filhote na casa, limitando seu espaço inicial de trânsito até que ele memorize o tapete higiênico.
- Treino de controle de latidos: Ensine o comando “quieto” de forma positiva utilizando petiscos para recompensar o silêncio, evitando gritar com o cão, pois ele interpretará os seus gritos como latidos de apoio.
- Estímulo mental ativo: Gaste a energia mental do seu Yorkie com brincadeiras de buscar objetos específicos ou brinquedos interativos de rechear com comida úmida congelada.
Perguntas frequentes
Como lidar com a tendência do Yorkshire Terrier a comer em excesso?
Pese a porção diária exata de alimento na balança de cozinha, fracione em pelo menos duas refeições e evite deixar o pote de ração disponível livremente ao longo do dia.
Quais são os sinais de estresse em um Yorkshire Terrier?
Latidos estridentes contínuos para barulhos comuns, lamber as patas dianteiras de forma compulsiva, tremer sem causa térmica fria e andar de um lado para o outro.
Como evitar que um Yorkshire Terrier desenvolva comportamentos destrutivos?
Aumente a rotina de passeios diários e brincadeiras ativas dentro de casa, e ofereça brinquedos resistentes de mastigar específicos para cães miniatura.
O Yorkshire Terrier precisa de cuidados especiais em climas quentes ou frios?
Sim. No frio, ele necessita de roupinhas de soft ou lã por não possuir subpelo protetor. No calor, mantenha a tosa baixa e evite passeios nos horários quentes.
O Yorkshire Terrier pode participar de competições ou esportes caninos?
Sim. Eles apresentam excelente rendimento em pistas de Agility de nível micro e em provas estruturadas de obediência e truques de agilidade.
Qual é o valor de um Yorkshire Terrier?
No mercado de criadores responsáveis com registro de canil, um filhote com pedigree CBKC custa entre R$1500 a R$5.000, variando conforme a linhagem dos pais.
Quais as vantagens de ter um Yorkshire Terrier?
É um cão ideal para pequenos apartamentos, não solta pelos pela casa, possui tamanho prático de transporte e adapta-se facilmente a rotinas urbanas.
Qual a diferença de Yorkshire Terrier para outras raças pequenas?
O Yorkie pertence ao grupo dos Terriers, possuindo temperamento muito ativo, alerta e instinto caçador. Raças pequenas de companhia (como Maltês e Shih Tzu) tendem a ser mais calmas.
Quais são os tipos de Yorkshire Terrier?
Oficialmente (pela CBKC/FCI) existe apenas um tipo de Yorkshire Terrier com peso de até 3,2 kg. Divisões comerciais como “micro”, “zero” ou “toy” são apenas jargões informais de venda.
Qual é o Yorkshire Terrier mais raro?
As variações com marcações tricolores (branco, dourado e preto) registradas sob a raça independente Biewer Terrier são as mais difíceis e raras de encontrar no Brasil.
É bom ter um Yorkshire Terrier em casa?
Sim. É um companheiro incansável, alegre, limpo e que se integra perfeitamente à rotina e ao espaço físico dos moradores de apartamentos urbanos.
Conclusão
Viver com um Yorkshire Terrier exige do proprietário um compromisso de longo prazo com a manutenção de sua pelagem fina e cuidados preventivos com a sua saúde óssea e dentária. O segredo para um convívio pacífico está em educar o cão com limites claros de obediência para controlar o latido de alerta natural da raça.
Com os devidos cuidados preventivos de higiene e manejo físico diários estabelecidos, o Yorkshire se consolida como um companheiro dócil e dedicado para todas as idades.